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Instituto Paulo e Estêvão

 

Desde os anos 90 até os dias de hoje, o Instituto Paulo e Estevão é uma sociedade civil de caráter beneficente, cultural, holístico e de assistência social. No começo, tratava-se de uma só ação: “A Sopa da Fraternidade Francisco Xavier”. Um grupo de espíritas interessados em ajudar os mais necessitados preparava e distribuía o alimento para moradores de rua. Com o tempo, foi ficando claro que isso não era suficiente e que os assistidos precisavam encontrar uma maneira de resgatar a dignidade e se reintegrar ao convívio social. O sonho de oferecer esse amparo foi crescendo dentre os integrantes da equipe do “sopão” até que a instituição foi oficializada em 2002. Três anos depois, o integrante Francisco de Assis Barros adquiriu, com recursos próprios, dois imóveis no centro do Rio de Janeiro (Rua do Senado, 221/223) e criou a sede.
Assim foi fundado o IPÊ que, hoje em dia, distribui 300 litros de sopa, acondicionada em caixas de leite vazias, para aproveitamento do isolamento térmico, pão e agasalho a moradores de rua, sempre nas noites de quinta. Já nas manhãs de sábado, são os necessitados que vêm até a casa, pois, além da comida, o espaço oferece corte de cabelo, chuveiro para banho e barbear e roupas limpas. Além da assistência à população de rua, o IPÊ passou a adotar também um trabalho voltado para pessoas em situação de risco – aqueles que vivem em estado de extrema pobreza. Para essas famílias, são doadas cestas básicas, roupas, brinquedos e outros itens, além do auxilio psicológico, social e educativo.
Durante a semana são realizadas diversas atividades com as famílias assistidas, como oficinas de teatro, artes plásticas, costura, reciclagem e canto coral. Existe ainda curso de informática (parceria com a ComputerToys) e reforço escolar para as crianças. Sem fins econômicos, O IPÊ trabalha exclusivamente com mão de obra voluntária e não remunerada, dispensando apoio de políticos ou qualquer outro tipo de interesse que não seja a límpida prática filantrópica direcionada a pessoas carentes. O objetivo é estimular o desenvolvimento do potencial individual dos ajudados.



Cerca de 50 voluntários se organizam para manter todas as atividades do local em perfeito funcionamento. Como o grupo é formado por poucas pessoas e a demanda é grande, muitos se revezam para que as aulas sejam realizadas conforme a programação. A equipe conta ainda com uma psicóloga, uma fonoaudióloga e uma assistente social provendo todo o auxilio possível dentre suas áreas de atuação. Existe um cadastro com os dados dos assistidos, para que o processo seja acompanhado e avaliado. Assim, a ajuda é oferecida durante 6 meses e, se não for constatado avanço, melhora ou, ao menos, busca por recuperação e independência do sistema assistencial, a família em questão é desligada do programa para que a chance seja concedida a outro grupo.
Segundo o fundador e diretor Francisco de Assis, a maior dificuldade enfrentada por eles é a dependência química: os dependentes que chegam na Casa são logo encaminhados para instituições que possam oferecer tratamento especializado. Hoje, o espaço atende moradores de diversas comunidades, como Mineira, Central, Riachuelo e Providência, mas eles sabem que o problema transpassa as fronteiras da sua área de atuação. Por isso, a cada dia que passa, são idealizados novos projetos no intuito de levar alivio e conforto aos que precisam, como o plano de construir um Centro de Convivência. O projeto pretende levar os moradores de rua para outra área, onde teriam maior acompanhamento – um local que não apenas abrigasse, mas atendesse e resgatasse a sua auto-estima.

No futuro, a idéia é que a sede da Fundação IPÊ, na Rua do Senado, passe a prestar serviços apenas ao grupo de risco enquanto o Centro de Convivência auxiliará a população de rua. Para realizar esse sonho e manter vivo o gratificante trabalho de restaurar a esperança a tantas vidas, toda ajuda é importante e sempre muito bem vinda. São aceitas doações de roupas, caixas de leite, brinquedos, dinheiro e outros itens, além do trabalho voluntário: as portas estão abertas para quem deseja fazer parte da ação. Para ajudar, efetue depósito identificado de qualquer valor no Banco Itaú (ag.: 1964 / cc.: 07325-6) ou entre em contato pelo telefone (21) 2224-6040.



Comentários
Felipe Diogo
21/01/2010 – 15:23
Boa tarde, sou morador da Rua do Senado, no edifício de nº 230 e frequentemente doamos roupas para os trabalhos sociais da instituição. Tenho roupas e calçados para doar, mas sempre q passo aí, o centro está fechado. Qual o horário de funcionamento? Aguardo resposta. Obrigado, Felipe

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